sábado, 1 de março de 2014

Conceito de Identidade: Social e Psicologia

CONCEITO DE IDENTIDADE: Social e Psicologia
Profª Ludmila Pena Fuzzi

Considerando todo o histórico da formação da sociedade brasileira, tendo em vista obras que ressaltam sobre esta temática[1], observamos a diversidade cultural brasileira, e os estudos dessa diversidade passam pela definição das identidades étnicas, regionais, entre outras. A noção de identidade tornou-se um dos conceitos mais importantes ao final do século XX e início do XXI, e estes significados fundamentarão de forma profícua as linhas de análise teórica a serem seguidas neste trabalho.
A noção de identidade contém duas dimensões: a pessoal e a social[2]. Para esta pesquisa a Identidade Social e a Antropológica que fornecerá um respaldo importante. Para Silvia T. Maurer Lane (1991:12) na Psicologia Social, a identidade social é o que caracteriza cada indivíduo como pessoa e define o comportamento humano influenciado socialmente. Complementando, Kalina Vanderlei Silva (2006:203), a identidade social é o conjunto de papéis desempenhados pelo sujeito per si. Papéis que, além de atenderem a determinadas funções e relações sociais, têm profunda representação psicológica por se referirem sempre às expectativas da sociedade.
O antropólogo social Roberto DaMatta (1986:11), a construção da identidade social é feita de afirmativas e negativas, a partir dos posicionamentos dos indivíduos diante das situações do cotidiano. Ainda, ressalta que uma pessoa cria sua identidade ao se posicionar diante das instituições, ao responder às situações sociais mais importantes da sociedade. Já para os estudiosos Parry Scott e George Zarur (2003), o conceito de identidade é muito importante para a compreensão do mundo globalizado, em que o enfraquecimento dos Estados Nacionais tem gerado a fragmentação das identidades nacionais e ressurgimento de outras identidades de gênero, étnicas, justamente dessa fragmentação.
Ao considerarmos essas diferentes identidades, podemos entender que para os estudos referente aos Quilombos é necessário explicitar e figurar as características individuais e coletivas dos grupos étnicos estudados. No caso da comunidade Tamandaré, buscaremos essas características, demonstrando os perfis de formação étnica do grupo analisado.

Referências Bibliográficas

DA MATTA, Roberto. Carnavais, Malandros e Heróis: para uma sociologia do Dilema Brasileiro, 6ª Edição, Rocco, Rio de Janeiro, 1997

LANE, Silvia T. Maurer O que é Psicologia social. Brasiliense. São Paulo, 1991.

SCOTT, Parry; ZARUR, George (orgs.) Identidade, fragmentação e diversidade na América Latina, Ed. Universitária - UFPE, Recife, 2003.

SILVA, Kalina Vanderlei. SILVA, Maciel Henrique (orgs.) Dicionário dos Conceitos Históricos, Contexto, São Paulo, 2006




[1] DA MATTA, Roberto. Carnavais, Malandros e Heróis: para uma sociologia do Dilema Brasileiro, 6ª Edição, Rocco, Rio de Janeiro, 1997. HOLANDA, Sérgio Buarque. Raízes do Brasil. 6ª Edição. Coleção Documentos Brasileiros. Livraria José Olympio Editôra, Rio de Janeiro: 1971. FREYRE, Gilberto. Casa-Grande & Senzala. 27ª Edição. São Paulo, Editora Record, 1979.

[2] Antropólogos como Ward H. Goodenough (1963), Michael Moerman (1965) e Roberto Da Matta (1986); sociólogos como Erving Goffman (1963), Mccall & Simmons (1966) tem trabalhado a noção de identidade e procurado mostrar como o pessoal e o social estão interconectadas, permitindo-nos a toma-las como dimensões de um mesmo inclusivo fenômeno, situado em diferentes níveis de realização

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