sábado, 11 de maio de 2013

O Historiador e sua Atuação!


Muitos me questionaram o motivo de não escrever ainda em meu espaço sobre o Campo da História ou o Ser Historiador! Na verdade acredito que tudo tem seu tempo correto, afinal é exatamente isto que a ciência histórica nos faz refletir com diversos exemplos. Venho hoje aqui ressaltar minha visão sobre o que é exatamente SER UM HISTORIADOR e como ATUAR NO CAMPO DE HISTÓRIA.

A Missão do Historiador é dar vida aos fatos, ser o mediador entre os documentos históricos e a atualidade. O que me deixa extremamente preocupada é como isto ocorre! Praticamente ensinar ou pesquisar um fato vai além do que escreve-lo, o historiador deve compreende-lo! Com efeito, como não vivenciou o processo histórico estudado, sua tarefa é procurar os fragmentos e, por meio destes, construir afirmações possíveis. Ao escolher determinado objeto de pesquisa, conseqüentemente, há que se considerar que o método, a forma pela qual se movimenta em meio à documentação, não está separado da escrita , resultado do trabalho. E isso interfere na determinação do que seja a História, pois, felizmente, não se faz um trabalho dividido em duas partes: na primeira, são descritas as referências teórico-metodológicas; na segunda, o “restante” da pesquisa composto pelo conteúdo. Por essa razão, as questões relativas à natureza da História não devem ser pensadas somente no resultado final do trabalho, mas sim de forma múltipla, isto é, no olhar em conjunto lançado para os objetos, métodos e documentação.

A cada década passada a forma de se compreender o conceito de História e do verdadeiro papel do Historiador vem mostrando o quanto este cientista deve ser atuante em diferentes linhas de pesquisas de grande importância para sabermos quem somos e de onde viemos, dentre outros pontos. O positivismo privou a interpretação de diferentes fontes documentais hoje vistas como fundamentais num processo de pesquisa, pois os documentos oficiais eram somente estes como portadores da suposta verdade histórica. Sabemos que com os movimentos, como a Ecole dos Annales, Marx e outros, trouxeram diversas interpretações desta área. Em um trecho, posso trazer uma citação de José D’ Assunção Barros:

"Isolado no seu pequeno mundo, o historiador deve enfrentar os
riscos de sua hiper-especialização ao mesmo tempo em que recebe
estímulos sociais e institucionais para aprofundá-la cada vez mais.
[...]. O historiador das últimas décadas do século XX viu-se assim
autorizado, tanto pela tendência à hiper-especialização do homem
moderno como pelas novas modas historiográficas, a cuidar
zelosamente de seu pequeno canteiro, como se nada mais importasse
além de uma rosa rara"

Atuar como Historiador é propiciar a abertura da mente humana contemporânea para que nossos contextos estão em constante transformações, e que a História é essencialmente humana em suas causas e consequências de diferentes fatos que permeiam a linha do tempo, desde a pré história até os dias de hoje E por isso trago mais uma visão do autor:

"Não são portanto os domínios privilegiados pelos historiadores das mentalidades que definem o tipo de história que fazem, mas sim a dimensão da vida social para a qual os seu olhares se dirigem: o universo mental, os modos de sentir, o âmbito mais espontâneo das representações coletivas e, para alguns, o inconsciente coletivo"


Então eu digo! Faça História se realmente estiver pronto a ser o transformador de mentes, ir além do que compreender o fato histórico, seja a liga entre a mente do passado e a geração do futuro. Ser Historiador é atuar no tempo como afinador da verdade e da essência humana!

Nenhum comentário:

Postar um comentário